"...Hoje, a cada noite, as luas andejas
vêm brincar com as estrelas
no espelho pampeano
das águas do açude...
E, no silêncio das noites calmas,
há um místico guitarrear do vento
nos bordões do juncal...
Talvez harmonizando canções
em memória daqueles que gastaram vida
pra fechar o rodeio das águas
onde muitas vidas vieram morar...
Onde se banham as almas saudosas
daqueles que, borcando
a mariposa da vida,
deixaram uma taipa
larga de lembranças
e um vazio enorme
em seu lugar..."
Trecho de "O açude", de Eron Vaz Mattos
