segunda-feira, 1 de novembro de 2010

" Na Vida" (Em Especial Pra Tieli)






"Porque para trás não é seu caminho.
Existe um ponto de partida por onde você deverá começar,
por menos importante que possa lhe parecer.
É uma herança de amor
para aqueles que virão depois de você.
Há um lugar especial na vida que só você reconhecerá.
Uma estrada tem o seu nome e espera por você.
Existem mãos que você deve segurar,
uma palavra que você deve dizer,
um sorriso que você deve dar
e lágrimas que só você poderá enxugar.
Há um lugar especial na vida
previsto para ser ocupado por você."

Tieli vc escolhe o melhor pra vc
Saiba que eu sempre vou ta do Seu lado

domingo, 17 de outubro de 2010

Bombeando o horizonte...

"...Já não tranço os meus laços

e emboco os arreios...
Guardo um resto de luz
que me sobra nas vistas
pra bombear no horizonte
o sol que vai embora
roubando outro dia..."

Fragmento de "Último sonho xiru", de Chico Saga

sábado, 16 de outubro de 2010

Me Prendi a um Olhar da Morena !!!(Homenagem a Géssica)





Todo homem é poeta quando está apaixonado.

amor
uma palavra tão pequena
tão simples
mais ao mesmo tempo tão forte
tão significativa
o amor poderia ser apenas um sentimento onde nele
só tivesse alegria onde lágrimas jamais pudesse cair dos olhos

o amor acontece com uma simples palavra
com um simples olhar
e tomar conta da gente como se fosse um vírus
onde é impossível ser tirado

na verdade
lar no fundo
o amor vem com os dois lados
vem com a alegria e a tristeza
a perfeição e a decepção

o que as vezes é difícil de entende
porque tudo tem que um dia acaba
porque sempre em um fim de uma relação
sempre tem um que sair ferido

o amor poderia ser algo que fosse maior que tudo
mais infelizmente
o amor só é amor quando a sessão de amar existir em nosso coração

e quando a amamos loucamente
a pessoa
e essa pessoa simplesmente faz de conta que vc não existir
que vc é apenas mais um

esse amor que vc sentir por essa pessoa
se torna em dor
e aquele amor por mais triste que passe a ser
vai se transformando em algo que nem mesmo o coração pode entender.

domingo, 3 de outubro de 2010

Chamarrita de Galpão (Homenagem ao Ginete Diego Guerreiro)


A trote e a galope percorro qualquer lonjura
Com a minha vida nos tentos e a justiça na cintura

É coisa linda de ver, um índio quando se agarra
E destorce um doze braças dando pealos de cucharra
E a dirigir a festança no compasso da chamarra

O dia que eu amanheço com os pés apapagaiado
Com a bombacha arremangada e o tirador do outro lado
Milico na minha frente não passa sem ser notado

Quem será aquele louco que vai todo a disparada
Respondi no pé da letra não é louco, não é nada
Aquele lá é um gaúcho que vai ver sua namorada

Sou domador de mão cheia ginetaço flor e flor
Tranço laço, ainda por cima tenho sorte para o amor
Não sou manco na guitarra, guitarreiro e cantador

Don Blanco



“… É bom que se diga,
gosto de cantiga,
não gosto de briga,
não faço tocaia…
Por ser afamado
domador do Estado,
já fui convidado
da terra uruguaia …”

Fragmento de “Gineteada no Uruguai”,

sábado, 25 de setembro de 2010

TROPILHA LA CRIOLA



Uma tropilha veihaca
Que existe na região
Vai de rodei en rodeio
Sempre chamando atenção
E a tropilha la criolla
Do Guilherme De Assuncâo

Os potros desa tropilha
Trasem reseiho pro Ginete
Que veio arisca a sorte
Com as esporas no garao
E so por sorte divina
Pra nao bejaren o chao

Quando e feito o sorteio
E braba sua expressão
Se pega uma refugada
A pimenta ou o sabâo
Tem que ter força na perna
Pra volta pras decisao

Ainda ten a jagal egua que e uma trinchera
Lanbari e o topa tudo
Clandestina e tiacarera
Asses sao alguns nomes da tropilha cabortera
Amdriador e o bonesio que sabe salva un guri
Do otro lado o devaca sempre pronto pra sai
E firme na retaguarda ta o negro jose valdir
musica: Negro Jose Valdir

sábado, 14 de agosto de 2010

Num fim de tarde "Formada por várias cores,



Deus lhe deu a cor da aurora
quando o sol, surgindo, chora
no serenal das pastagens.
E, com seus pêlos e imagens,
na tela do pensamento,
Deus e o guasca, dois pintores,
usaram todas as cores
pra um crioulo cruzamento"



Trecho de "Minha Quadrilha", de Edilberto Teixeira
Tropilha, Parque Morada do Sol, Barragem Santa Bárbara, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

"Apontando o rumo" Especial Pra Naty Caetano


Inté parece que o chão vem se abrindo aos poucos
quando estes loucos se entropilham na invernada
e vêm roncando, marcando a casco este pampa
mostrando estampa, topete e cola aparada

Trecho de "A uma tropilha veiaca", de Rogério Villagran
Tropilha Flor y Truco, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma História de Amor Impossível




Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível -voava ao sabor do vento, certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou. Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.
- As estrelas não foram feitas para que as mariposaspossam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta.
- Que maravilha poder sonhar!- pensava. Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento. Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhasjá têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coraçãode uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis,e arranjar um amor que possa atingir. A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia,resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão. Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e,depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido,resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,mas quando a manhã chegava, estava com o corpo geladoe a alma mergulhada na tristeza. Entretanto,à medida que ia ficando mais velha,passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta.Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes,onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhasjá tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas,os oceanos com ondas gigantescas,as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela,porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs,primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecidojá tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas,destruídas pelo amor que julgavam fácil.A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferentee interessante. E compreendendo que, às vezes,os amores impossíveis trazem muito mais alegriase benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.
Autor: Paulo Coelho

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eu sou o Michel e comigo é pau não é graveto.
Quando a alma de um ginete em oração
Nesta xucra devoção vai enfrentar seu destino
Eu tiro então meu chapéu pra “Senhora Aparecida”
Que é a protetora da vida e minha mãe lá do céu
Que me proteja a senhora neste ofício de peão
Que o limite seja o chão num escarcéu barbaresco
Terra, mundo e algum retovo e se carrego um pecado
Deus me dê um desbocado pois vim alegrar meu povo
E quando numa toada, dessas que um taura se plancha
De um maula pedindo cancha se batendo nos meus ferros
Até me perco na rima nesse bailado de morte
E um índio brinca co'a sorte se um louco vier por cim Então
“Senhora dos Campos”, eu te peço tua benção
Cuide da vida de um peão pois eu não quero mais nada Somente esse meu anseio de montar noutro rodeio
Pra uma nova gineteada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Deixando o pago - uns dias : )


“...O pingo tranqueava largo
na direção de um bolicho
onde se ouvia o cochicho
de uma cordeona acordada
Era linda a madrugada,
a estrela d’alva saía
no rastro das Três-marias
na volta grande da estrada... “

Fragmento de “Deixando o pago”, de João da Cunha Vargas

“...Por isso aonde um cincerro bater mais forte
e o vento norte assoviar junto das frestas,
andarão soltos na fumaça do entrevero
os caborteiros da tropilha da floresta...”

Fragmento de “A uma tropilha veiaca”, de Rogério Villagran