domingo, 3 de outubro de 2010

Chamarrita de Galpão (Homenagem ao Ginete Diego Guerreiro)


A trote e a galope percorro qualquer lonjura
Com a minha vida nos tentos e a justiça na cintura

É coisa linda de ver, um índio quando se agarra
E destorce um doze braças dando pealos de cucharra
E a dirigir a festança no compasso da chamarra

O dia que eu amanheço com os pés apapagaiado
Com a bombacha arremangada e o tirador do outro lado
Milico na minha frente não passa sem ser notado

Quem será aquele louco que vai todo a disparada
Respondi no pé da letra não é louco, não é nada
Aquele lá é um gaúcho que vai ver sua namorada

Sou domador de mão cheia ginetaço flor e flor
Tranço laço, ainda por cima tenho sorte para o amor
Não sou manco na guitarra, guitarreiro e cantador

Don Blanco



“… É bom que se diga,
gosto de cantiga,
não gosto de briga,
não faço tocaia…
Por ser afamado
domador do Estado,
já fui convidado
da terra uruguaia …”

Fragmento de “Gineteada no Uruguai”,