quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Haraganeando Pra Finalizar 2010 Amo Meu PAgo


“... Matreiro que haraganeia
e não se deixa pegar
por vaidades que punilham
a arte, em todo o lugar,
cerceando os cantos mais lindos
que a emoção pode dar... “

Fragmento de “Meu canto”, de Eron Vaz Mattos

Muita paz, amigos em 2010...


“... Rincões que amamentam sonhos
com colostros de pureza,
deslumbrando o seio terno
da xucra mãe natureza,
nas bacias das lagoas,
no trote das correntezas... “

Fragmento de “Cantar de primavera”, de Eron Vaz Mattos

Desejos A Voces Amigos um 2010 repleto de Luz e Alegria


“ ... Pelos caminhos da vida,
muitas vezes de ilusão,
os sóis alumbram distâncias
redescobrindo a razão
e a luz se vale da sombra
pra nos copiar sobre o chão... “

Fragmento de “De sombra e luz”, de Eron Vaz Mattos

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Declamação




















E quando eu sair pra o mundo, eu não quero ser doutor

quero chegar numa estância e me justá de domador

onde tenha potro xucro só de raça caborteira

que num coice apague o rastro

que saia arrancando o pasto e toque de lado as basteiras

Eu quero tudo veiaco, coiceiro e manoteador

que tenha cosca na boca, empachado e boleador

que sejam tudo bocudo, que eu canse os braços golpeando

Que custe a ficar sujeito, que encoste o queixo no peito, que caia e fique roncando
Eu só não escolho o pêlo pois nenhum se bota fora

que andem só de lombo duro se assustando das esporas

volto pra enfrená a potrada quando o inverno vier chegando

porque chuva não me estorva e voltem na segunda sova, tudo potro e veiaqueando

E o pau vai pegar…

Natalina















“... Nem Belchior, nem Gaspar,
nem Baltasar – os Reis Magos...
Apenas, de volta aos pagos
um Tão, um Tonho, um Tantão
- ou que nomes terão?

É Natal,
mas sabem eles,
estes de volta a seus pagos...
Mas como lembram os Reis Magos,
eles: Tão, Tonho e Tantão!
- não fosse o nada nas mãos...”

Fragmento de “Natalina”, de Apparício Silva Rillo

Véu da Tarde

















“... Caminhos, rumos de sombras
que a luz esquece, são tantos...
A sombra densa da noite
que estende o poncho nos campos
descobre os anseios tortos
pela luz dos pirilampos... “

Fragmento de "De sombra e luz”, de Eron Vaz Mattos













”... Já ramalhei muito laço
nas reculutas que fiz
e, hoje, o tempo me diz
do pouco que aprendi
campereando por aí,
sons de milongas nos dedos
nas estâncias e varzedos
da costa do Piray... “

Fragmento de “Entre as frestas do tempo”, de Eron Vaz Mattos