
Eis lá
a que percorre em silêncio
um caminho de singela luz
e vasta escuridão
onde seus olhos me dizem em silêncio
aonde quer chegar.
A ponto de que o frio
tornava-te tão alva
e teus negros cabelos
pareciam dizer-me o que sentias.
A noite escura
te fazias silenciar
e as lágrimas te cobriam o rosto
onde o sol fazia-me cegamente habitar.
Tinindo sobre minha mente
numa forma inaudível
era tua voz que eu não entendia
e nem mais sabia o que te dizer.
Tornaste cega minha mente
e incapaz de te esquecer
como se a lembrança de tua respiração
fosse tudo que me restou
dentro daquele quarto escuro.
Toquei seu rosto
chegou o ocaso de minha vida
e apenas pediria que segurasse minha mão
enquanto te diria minhas últimas palavras.
Logo amanhece
e a aurora me faz lembrar
de minha cruel realidade
sombria dia após dia
em meu ser de pouca serenidade.
Acaba-se sozinho
meu sonho perturbador
tendo ainda a lembrança
do reflexo distorcido de teu rosto
na tela de minha banal paixão.
As gotas que caem
e molham teus olho
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