domingo, 22 de fevereiro de 2009

Logo após

Alimento minha mortalidade
para não ser logo imortal
para não partir sem te ver.

Passo logo as horas
em comum continuidade
como um vício de expressão
escrevendo para você
pensando em você
mesmo sabendo
que minhas palavras
nunca serão lidas.

O sol chega a pino
me fazendo novamente delirar
e ser cego por te ver
ser louco por te amar.

Logo após
inicia-se o seu declínio
como também declina minha vida
mesmo sabendo
que sempre vamos voltar.

Sento-me e observo
como se esperasse do universo
a resposta de minha existência
mas sei que nasci para você.

Logo nasce a lua
como um anjo da morte
que me olha numa constante
do qual não posso esconder-me
que me leva a devaneios
e a pensamentos que fazem minha tristeza aumentar.

Breve vem minha hora
à hora de adormecer
a hora em que sei que tornarei a sonhar
mesmo que antes saiba que não é real
aguardo ansioso por esse momento
em que tornarei presente
nosso passado recente.

É sempre com você
que prefiro ter um sonho imortal.

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