terça-feira, 28 de julho de 2009

Guri


“Se eu não voltar para ficar, contudo,
viverei poeteando esta saudade linda
que acalma a dor e aproximas os longes
mas, volta e meia, inverterei o rumo,
trançando estradas como um peregrino,
buscando imagens, gestos e paisagens
que amenizem o passar dos anos,
jogarei linhas de espera nos remansos,
irei à escola ver se alguém desfia
contos e contas como antigamente
e, ao retornar, terei certeza, enfim,
haver encontrado o guri que fui...”

Trecho de “Carta aberta ao guri que fui”, de Moises Silveira de Menezes

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