
E quando eu sair pra o mundo, eu não quero ser doutor
quero chegar numa estância e me justá de domador
onde tenha potro xucro só de raça caborteira
que num coice apague o rastro
que saia arrancando o pasto e toque de lado as basteiras
Eu quero tudo veiaco, coiceiro e manoteador
que tenha cosca na boca, empachado e boleador
que sejam tudo bocudo, que eu canse os braços golpeando
Que custe a ficar sujeito, que encoste o queixo no peito, que caia e fique roncando
Eu só não escolho o pêlo pois nenhum se bota fora
que andem só de lombo duro se assustando das esporas
volto pra enfrená a potrada quando o inverno vier chegando
porque chuva não me estorva e voltem na segunda sova, tudo potro e veiaqueando
E o pau vai pegar…
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